sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Combate à Corrupção: faça a sua parte.





Hoje, 9 de dezembro, é o Dia Internacional de Combate à Corrupção. A data é celebrada porque nesse dia, em 2003, foi assinada na cidade de Mérida - México, a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Corrupção.

O Brasil é signatário da Convenção, que foi aqui ratificada pelo Decreto Legislativo nº 348, de 18/5/2005 e promulgada pelo Decreto presidencial nº 5.687, de 31/1/2006. Você pode ler o texto completo aqui: http://www.unodc.org/pdf/brazil/ConvONUcorrup_port.pdf

Não por acaso, no dia 10 de dezembro celebra-se mundialmente o Dia dos Direitos Humanos.

A corrupção é alimentada diariamente por pessoas físicas e jurídicas. Custa a você, contribuinte, cerca de 1 trilhão e 300 bilhões de dólares ao ano, pelo mundo afora!

Quando você oferece uma "cervejinha" para não ser multado, ou dá uma "gratificação" a um servidor público para um documento sair mais depressa (ou para ser suprimido...), quando paga uma "caixinha" a alguém, você colabora com o fortalecimento da corrupção.

No Brasil, o custo da corrupção foi estimado entre 50 a 84 bilhões de reais só no ano de 2010.

No trabalho cotidiano, espraiado em inúmeras ações civis públicas por atos de improbidade administrativa, nas denúncias criminais, no controle externo da atividade policial, na atividade de fiscal da lei, o Ministério Público Brasileiro é um dos líderes e peça-chave no combate à corrupção.

Perceba o reflexo da corrupção na vida do cidadão e conscientize-se.



Observe as recomendações do Escritório das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), entre outras:



  • Ensinar os jovens sobre o que é um comportamento ético, o que é e de que forma combater a corrupção e encorajá-los a exigir o direito à educação. 
  • Assegurar que as gerações futuras tenham a expectativa de um país livre da corrupção é uma das 
  • formas mais eficazes de garantir um futuro melhor.
  • Denunciar casos de corrupção. Criar um ambiente propício para garantir o Estado de Direito. 
  • Recusar-se a participar em atividades que não sejam lícitas e transparentes. Ampliar os investimentos internos e externos. Todo mundo está mais disposto a investir em países onde os fundos não são desviados para os bolsos de corruptos. 
  • Promover a estabilidade econômica, reforçando práticas de tolerância-zero contra a corrupção. Uma comunidade empresarial aberta e transparente é a  pedra fundamental de uma democracia sólida.


Leia mais aqui: http://www.unodc.org/documents/yournocounts/print/materials2011/leaflets/corr11_LEAFLET_SMALL_PT.pdf


P.S.: Dentro da perspectiva de que o Direito Penal pode e deve ser instrumento de garantia dos Direitos Humanos, na próxima semana Procuradores da República que atuam na área criminal em todo o país, incluindo eu, estaremos reunidos em Brasília. O foco principal dos trabalhos será a corrupção e as metas do MPF para 2012. Informações, dados e resultados serão apresentados aqui no blog, entre 12 e 14 de dezembro.

Você pode consultar a programação aqui:

http://2ccr.pgr.mpf.gov.br/docs_institucional/eventos/xi-encontro-nacional-2011/Programacao%20-%20XI%20Encontro%20Nacional%20da%202a%20Camara.pdf

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ranking da Percepção da Corrupção 2011



Anualmente, a Transparência International divulga o Corruption Perceptions Index - Índice de Percepção da Corrupção.


O índice refere-se à intensidade pela qual a corrupção no poder público é percebida pela população. Numa escala de 0 a 10, o zero significa alta percepção de corrupção e dez um baixo nível de percepção. Ou seja, as primeiras posições referem-se à avaliação, pela sociedade civil, de um poder público percebido como não corrupto.

Na edição 2011, dos 183 países avaliados o Brasil está em 73º lugar. Estava em 69º em 2010. Apesar de descer quatro posições, a média de percepção de corrupção manteve-se praticamente a mesma: de 3,7 em 2010 para 3,8 em 2011.

A Nova Zelândia é a campeã da não-corrupção: 9,5.

Empatados na última posição, como países nos quais a corrupção é mais fortemente percebida, Coréia do Norte e Somália, com 1 ponto.


Você pode acessar o relatório completo (em inglês) aqui:
http://cpi.transparency.org/cpi2011/results/


Leia também - BBC Brasil: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/12/111129_corrupcao_brasil_indice_mm.shtml


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Dez anos sem George

Hoje, 29 de novembro de 2011, faz dez anos que George Harrison passou para outra dimensão, aos 57 anos de idade, vítima de câncer. Era o mais jovem e o mais tímido dos Beatles.

Nascido numa pequena casa em Liverpool, onde viveu uma infância tranquila, George é considerado, ao menos por mim, o mais talentoso e o melhor músico dos quatro Beatles. Depois de um período de uso pesado de drogas, por volta dos 25 anos de idade George começou a acordar para seu lado espiritual, iniciando estudos de meditação e religião, na busca por mais conhecimento da alma, por um mundo melhor, mais justo, com mais amor e paz. Virtuoso, aprendeu a tocar cítara, ukulele, mandolim e outros instrumentos incomuns com o grande Ravi Shankar, modificando a sonoridade dos Beatles, como na música "Norwegian Wood".

Foi o primeiro a ter sucesso na carreira solo após o término da banda, com a inesquecível "My Sweet Lord", em 1970. Criativo, compartilhou palcos, trilhas, faixas e projetos com seu melhor amigo, Eric Clapton, além de  Bob Dylan, Roy Orbison, Jeff Lynne, Eletric Light Orchestra e outros - formando o Travelling Willburys, o grupo de comédia Monty Phyton. Também foi o primeiro a organizar um show para arrecadar fundos para fins humanitários, o Concerto Para Bangladesh (agosto de 1971), cuja venda de CDs, DVDs e outras mídias continua revertendo até hoje para um fundo criado por George junto à Unicef.

Deixo-os com algumas fotos e dois vídeos: uma belíssima canção instrumental, de seu último álbum, "Brainwashed" - a celestial Marwa Blues e um programa de TV de 1975, no qual George diverte e se diverte tocando Pirate's Song.





Flor de Lotus, a preferida. Dizia ele: "I'm a gardener, basically" (Sou um jardineiro, basicamente)

Um carinho, no Museu Tusseau (Londres)

No museu The Beatles Story, em Liverpool

Meu filho e eu, na frente da casa onde George nasceu, em Liverpool (Rua Arnold Crove, nº 10)