Hoje, 29 de novembro de 2011, faz dez anos que George Harrison passou para outra dimensão, aos 57 anos de idade, vítima de câncer. Era o mais jovem e o mais tímido dos Beatles.
Nascido numa pequena casa em Liverpool, onde viveu uma infância tranquila, George é considerado, ao menos por mim, o mais talentoso e o melhor músico dos quatro Beatles. Depois de um período de uso pesado de drogas, por volta dos 25 anos de idade George começou a acordar para seu lado espiritual, iniciando estudos de meditação e religião, na busca por mais conhecimento da alma, por um mundo melhor, mais justo, com mais amor e paz. Virtuoso, aprendeu a tocar cítara, ukulele, mandolim e outros instrumentos incomuns com o grande Ravi Shankar, modificando a sonoridade dos Beatles, como na música "Norwegian Wood".
Foi o primeiro a ter sucesso na carreira solo após o término da banda, com a inesquecível "My Sweet Lord", em 1970. Criativo, compartilhou palcos, trilhas, faixas e projetos com seu melhor amigo, Eric Clapton, além de Bob Dylan, Roy Orbison, Jeff Lynne, Eletric Light Orchestra e outros - formando o Travelling Willburys, o grupo de comédia Monty Phyton. Também foi o primeiro a organizar um show para arrecadar fundos para fins humanitários, o Concerto Para Bangladesh (agosto de 1971), cuja venda de CDs, DVDs e outras mídias continua revertendo até hoje para um fundo criado por George junto à Unicef.
Deixo-os com algumas fotos e dois vídeos: uma belíssima canção instrumental, de seu último álbum, "Brainwashed" - a celestial Marwa Blues e um programa de TV de 1975, no qual George diverte e se diverte tocando Pirate's Song.
Flor de Lotus, a preferida. Dizia ele: "I'm a gardener, basically" (Sou um jardineiro, basicamente)
Um carinho, no Museu Tusseau (Londres)
No museu The Beatles Story, em Liverpool
Meu filho e eu, na frente da casa onde George nasceu, em Liverpool (Rua Arnold Crove, nº 10)